Joao Antonio Pagliosa

Insana Expansão de Crédito

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Insana Expansão de Crédito

Insana Expansão de Crédito

João Antonio Pagliosa

 

A abundante oferta de crédito, principalmente por parte dos bancos estatais, tem auxiliado o aquecimento de nossa economia. Mas, a um preço muito salgado.

Salgadérrimo!

Todas as nossas classes sociais (exceção à classe A), estão endividadas e amargam sérias preocupações em como acertar seus débitos. Sabemos todos que os níveis de inadimplência batem todos os recordes, e pelo que observo isto está longe de tirar o sono dos homens e mulheres do governo.O governo quer consumo!

Sabidamente, em todas as crises econômicas, invariavelmente o papel do Estado/Governo, exerce uma ação mais forte na economia. Mas aqui em terras tupiniquins, políticas implementadas até o momento, mostram inadequação na resolução das dificuldades dos muitos milhões de devedores. E ninguém assume erros. Antes, procuram um bode expiatório, para nele descarregar a culpa da vergonhosa situação.

Considero um erro crasso, horroroso, primário, esta política de liberar crédito, como se fossem benesses do governo. A principal razão é porque os brasileiros já estão  demasiado endividados e não há como comprometer ainda mais seu apertadíssimo orçamento. Em Curitiba, a cidade onde resido, é fantástica a sempre crescente movimentação de carros novos circulando em nossas ruas. Chega a surpreender. Entretanto e paralelamente,  sei que a nossa população é a mais endividada de todas as capitais brasileiras.  O povo não está nem aí. Gasta o que não tem e parece não medir consequências!

As montadoras de veículos forçam as concessionárias. Metas. Metas. Metas. (Cada um no seu papel). As concessionárias no afã de bater metas, forçam a venda e acabam empurrando o carro zero para o cliente que sabe que não pode comprar. Mas, compra! E aí, meu prezado… Alguns meses depois, apreensão do veículo por falta de pagamentos. Insônia e desespero.

E o governo federal trabalha duro e incansavelmente para que os brasileiros comprem mais carros. Facilita crédito, diminui impostos (um pouquinho), e otimiza cenários no intuito de desovar os estoques de montadoras e concessionárias, porque o GOVERNO é aquele que mais ganha na comercialização de veículos. Cada novo carro nas ruas é mais arrecadação com impostos (escorchantes), com taxas (muitas), com multas (já virou indústria), com pedágios (extraordinariamente caros). É dinheiro grosso e isto é uma grande festa para o Palácio do Planalto. É também, em muitos milhares de casos, uma grande dor de cabeça e prejuízos homéricos para o desavisado comprador.

Ações governamentais mais fortes nos momentos de crises econômicas, com medidas para correção de rumos, por certo são necessárias, mas entendo muito excessiva a subordinação de bancos estatais e da Petrobrás (para citar apenas ela), às determinações governamentais. E por quê?

Porque isso tem desdobramentos sérios e abrangentes. Refiro-me a possibilidade de alimentar esta corrupção que só aumenta (para nosso desespero), além de diminuir drasticamente o capital do setor privado e além de sufocar a concorrência empresarial.

Entendo que o rearranjamento de nossa economia, carece muito de investimento em nossa infraestrutura. Esta área é um verdadeiro caos. Isto geraria milhões de empregos mas o governo crê que é na gastança de um povo endividado que faremos a economia girar. Misericórdia!

Por outro lado, entendo que estamos socializando demais e educando e ensinando de muito menos. Estão tirando dinheiro da saúde e da educação e da segurança pública para ofertar bolsas de todo tipo, aliciando o povo a se tornar dependente de migalhas e a viver no ócio.

É salutar recordar que a União Européia possui apenas três países com governo socialista: Grécia, Portugal e Espanha. Os três estão hiper endividados e com desemprego nas alturas e ameaçam arrastar todo o bloco que aderiu ao Euro para a crise. É claro que socialismo não é solução e recordo a frase da dama de ferro,

Sra. Margaret Tatcher:”O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros.”

O PT precisa aprender de forma definitiva que é impossível multiplicar as riquezas, dividindo-a. Chega de esbanjar dinheiro promovendo o ócio e a vagabundagem.

Somos um país com abundancia de riquezas potenciais e de recursos naturais. Precisamos é educar e preparar este povo para os desafios que o futuro nos impõe e diferentemente do que diz o ministro Mantega, reservar dez por cento do PIB para a EDUCAÇÃO precisa ser meta e isto não quebrará o país, não.

O que está nos quebrando é a roubalheira generalizada, a impunidade aos criminosos de colarinho branco, o sempre crescente gasto com Previdência Social (gastamos mais que o dobro que países de primeiro mundo, em razão do funcionalismo público), e principalmente pela magistral incompetência de nossos políticos de todas as siglas.

A propaganda hipócrita na TV, proclama: “O Banco xis baixou os juros porque isso é bom para você.” Então, eu pergunto: “Por que vocês não fizeram isso há quarenta anos atrás?” Só por DEUS, não é, mermão?

Com carinho e orando por um país de todos e para todos e em verdadeira DEMOCRACIA!

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João Antonio Pagliosa é joaçabense e reside em Curitiba. Agrônomo pela UFRRJ em 1972, é especialista em Nutrição Animal com mais de 35 anos nesta atividade. É palestrante e escritor com artigos publicados em muitas revistas e jornais do país, é idealizador e administrador do blog Amor Em Profusão e é um pregador da palavra de DEUS.

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